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Durante grande parte do século XVII, a música inglesa esteve ligada ao período Renascentista. A ópera não tomou lugar na Inglaterra durante a maior parte deste século. O mais próximo que tinham da ópera era um drama falado com ornamentações musicais. A música, quando usada no teatro, era consignada ao exagero ou espalhafato. 
Durante o início do reinado de Stuart (1603-1714), chamado o Jacobean Period (1603-1625), o principal entretimento musical de caráter teatral era a masque, que estava entre um baile de máscaras e um prólogo de uma ópera de corte italiana, ou, especialmente, francesa. No tempo de James I, a masque tinha temas mitológicos ou alegóricos. Os participantes eram amadores nobres que, muitas vezes, selecionavam parceiros de dança da audiência para um episódio central, que remetia para uma suite de danças sociais sem enredo. 
O principal compositor de masques era o dramaturgo Ben Jonson (1572-1637). As poucas canções e danças que sobreviveram das masques de Jonson eram maioritariamente trabalho dos compositores da corte, como Robert Johnson, Thomas Campion, Alfonso Ferrabosco II e John Cooper. A masque que esteve mais perto da ópera foi a Lovers made Men (1617), de Jonson, na qual a música, composta por Nicholas Lanier, era cantada no estilo recitativo. 
A Inglaterra foi a primeira sociedade da Europa a valorizar mais a música instrumental do que a música vocal. 
A música de câmara de Inglaterra deste período foi a primeira música de câmara instrumental. Teve precursores no norte de Itália, mas o repertório inglês era maior, mais variado e chegou mais perto da nossa ideia do que é música de câmara atualmente. No entanto, ao contrário do que acontece atualmente, a música de câmara inicial não era apresentada para um público, mas sim em casa, em privado. 5 

Os dois géneros principais de música de câmara vieram do período elisabetano, sendo estes a fantasia e a ayre. O estilo conservativo da fantasia era realçado por um dos seus subgéneros, o In Nomine, que remonta para um cantus-firmus inglês em particular – Missa Gloria tibi Trinitas, de John Taverner. 
O termo ayre remete para uma composição com estilo de dança. Os compositores de música de câmara tardios tinham a tendência de começar as suas obras com uma ou duas peças com a forma da fantasia e de as terminar com uma ou duas ayre. 
Os géneros que constituem a música de câmara (fantasia, In Nomine, ayre) afastaram-se das suas funções originais e tornaram-se nos portadores de padrões tonais abstratos na performance e na audição como forma de lazer social. 
Com a ascensão do puritanismo na Inglaterra, não era permitido compor música sacra elaborada, fazendo com que os estabelecimentos de música da Igreja da Inglaterra chegassem a um ponto baixo a nível musical. Assim, as tradições musicais britânicas sofreram uma interrupção e potencial extinção. 
A situação da Inglaterra relativamente à música melhorou depois do restabelecimento da monarquia britânica. O período de restauração foi um período de renascimento da arte, da literatura e da música inglesa. O teatro que foi restabelecido foi um teatro musical, no qual todas as peças apresentavam partituras especialmente compostas para as mesmas. Consistiam principalmente numa overture francesa, danças e jigs, canções e música instrumental para o final de cada ato. 
A maioria das peças do período de restauração incluíam masques muito mais elaboradas do que as anteriores. Estas eram um interlúdio alargado de canção e dança, por vezes com diálogo falado ou com recitativos, com um enredo dramático pouco relacionado com o enredo principal. As mais elaboradas podiam ser consideradas óperas de um ato ou óperas-ballet. 
Matthew Locke (ca. 1622-77) foi o principal compositor deste período e o criador do género dramatick opera ou semi-ópera. As semi-óperas eram comedies-ballets ou tragédies lyriques adaptadas aos gostos do público inglês. Às canções, danças e músicas 6 

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instrumentais da masque, foi adicionada maquinaria de palco. Este novo género acabou por ser uma peça semi-cantada, pois as personagens principais não cantavam, para se perceber melhor o que diziam, enquanto que outras personagens só cantavam. 
A dramatick opera mais ambiciosa, grandiosa e certamente a mais dispendiosa foi The Fairy Queen de Henry Purcell, baseada numa adaptação anónima de A Midsummer Night’s Dream. 
Porém, as aproximações de ópera que Inglaterra tinha, após um início promissor com Blow (Venus and Adonis) e Purcell, seguiram o estilo italiano inserido por Haendel.